quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

EURO 2008: o recado de Scolari







«Quem tiver bunda grande pode perder ônibus»

«Tenho basicamente 85/90 por cento do grupo já definido. Agora tem alguns atletas que vão ter de ter alguns cuidados. Atletas que estiverem com dois ou três quilos acima do peso, com bunda grande e que estiverem preocupados com outras coisas, como a noite ou desfiles de moda, pode perder o ônibus. Quem não tiver uma vida mais regrada para o futebol pode perder o caminho. Isso é um recado que estou dando»
Aí está o 1º recado de Luiz Felipe Scolari até à convocatória para o Europeu de 2008.
O alvo parece estar bem identificado, estilo luzinha vermelha de espingarda sniper apontada à testa. Miguel Veloso está à distância do apertar do gatilho de Scolari. E se o gatilho for apertado, a mais recente grande promessa do futebol português fica fora da maior montra europeia de futebol.
E isso seria mau para a Selecção (porque é de facto um bom jogador); seria mau para o Sporting (o passe do jogador sairia desvalorizado e os lucros com a sua venda seriam menores); seria mau para Miguel Veloso, que estaria fora de uma grande competição internacional e que veria bastante mais díficil uma transferência para um grande tuberão europeu.
O trinco leonino está, de facto, fora de forma. Os pormenores estão lá, a técnica e a classe também. Isso é certo. Mas não chega. É necessário maior atitude competitiva, mais garra, mais vontade, mais atenção nas marcações. E isso não tem existido. Muito por culpa do actual momento da equipa de Paulo Bento, onde quase ninguém sobressai (Vukcevic é um óasis naquele deserto). Mas também muito por culpa do seu estado físico: algo pesado, o que o faz ficar lento, o que para um trinco é fatal.
Miguel Veloso é jogador para mais do que está mostrar. E mesmo num Sporting a leste do Paraíso, exige-se mais deste médio defensivo. Porque qualidade é coisa que não lhe falta.

CAN 2008: merecia melhores relvados




Temos assistido a excelentes jogos na CAN 2008. Tem havido muitos golos, indecisão nos resultados até final e África tem mostrado possuir bons jogadores para além daqueles já conhecidos dos grandes campeonatos europeus.

Contudo, penso que esses jogos poderiam ser ainda melhores. O actual estado dos relvados ganeses para esta CAN é deplorável. Os relvados são invariavelmente altíssimos, mal cortados, lentos. Muito diferentes dos relvados europeus, que são verdinhos (mas nisso não há culpas a atribuir, pois surge por questões climáticas), cortados "rente", rápidos e velozes.

Os relvados da CAN, altos e fofos (estilo Pizza Hut), potenciam as qualidades e os defeitos do futebol africano. Ora vejamos: por um lado obrigam a uma maior disponibilidade física (o que já existe geneticamente); por outro impossibilitam um movimento técnico mais apurado (e técnica é coisa que ainda falta ao jogador africano, devido à falta de escolas de futebol, de treino especializado, de dinheiro para construir centros de estágio, etc). E esta é precisamente a maior dicotomia no futebol africano actual: força física VS capacidade técnica

Ora, com estes relvados só resta aos jogadores optar pelo jogo físico e em velocidade, pois a nível técnico dificilmente poderão efectuar uma manobra mais arriscada. Chega a ser penoso ver jogadores mais evoluídos tecnicamente a embrulharem-se nos tufos de relva e a deixarem a bola ficar para trás, encaixada no meio de um socalco do terreno, quase invisível às câmaras de televisão.

Isto só prejudica o futebol africano e a sua CAN, que deveria ser a maior montra para estes jogadores alcançarem o sonho de jogarem num grande clube europeu.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

CAN 2008



A CAN começou e a polémica voltou. Os colossos europeus invocam que, se a organização continuar nesta atitude autista, mais vale deixar de investir na compra de jogadores africanos. As grandes equipas europeias sugerem que a CAN seja disputada no Verão (como o Mundial e Europeu) ou que então se realize de 4 em 4 anos. A CAN riposta dizendo que no Verão, devido ao intenso calor, é impossível realizar-se a competição. E não aceita uma mudança na periodicidade.


A CAN, neste formato, não é benéfica para ninguém. Os jogadores perdem os seus lugares nos clubes e voltam cansados; os adeptos em geral, nesta altura do ano, não prestam grande atenção à competição.


Mas mesmo assim, é inegável que nunca o futebol africano teve tanto poder na Europa como hoje em dia. Ninguém pode negar, por exemplo, que Samuel E'too e Didier Drogba são os melhores pontas-de-lança da actualidade (e Adebayor para lá caminha). E que Mamou Diarra, Yaya Touré, Obi Mikel e Essien são os melhores trincos do planeta futebolístico.


E há equipas que dá gosto de ver jogar futebol. A frente de ataque da Costa do Marfim é um exemplo disso, com 4 elementos na frente de ataque capazes de fazer inveja a qualquer selecção europeia ou sul-americana. Na direita joga o "arsenalista" Eboué, na esquerda Salomon Kalou, no meio actuam Drogba e Aruna Dindane. No banco ainda há Koné. Cá atrás o trinco do Barcelona Touré e a defesa central Kolo Touré do Arsenal. Sem dúvida uma grande equipa.


Tal como a Nigéria, que tem na frente de ataque um trio fantástico: Nwankwo Kanu, Yakubu e Obafemi Martins.


Basta ligarmos a EuroSport durante estes dias e ver em acção estes excelentes jogadores.


Os franceses já há muito que tinham aderido à moda de contratar jogadores africanos, muito devido a razões históricas. Os ingleses, nos últimos 10 anos, abriram as portas a uma invasão destes jogadores, patrocinada principalmente por Arséne Wenger, técnica do Arsenal de Londres. Na Alemanha também há muitos jogadores do continente africano. Os espanhóis começam agora a despertar para este fenómeno, enquanto que a Itália ainda permanece muito presa ao mercado argentino e brasileiro. Por cá, até ela nossa história, sempre tivemos bastantes jogadores de Angola e Moçambique. É pena que não se invista mais nestes mercados por parte dos clubes portugueses. Sir Alex Ferguson, por exemplo, foi buscar Manucho (ponta-de-lança angolano) para fazer testes no Manchester e o jogador correspondeu às expectativas e assinou contrato. Este tipo de procedimento raramente acontece nos 3 grandes nacionais. E é pena, pois este tipo de jogadores, num futebol cada vez mais físico e musculado, são muito importantes nas equipas que querem ombrear com os tubarões europeus.


Sendo assim, a CAN fez uma sangria no campeonato francês, inglês e alemão. Equipas como Chelsea, Arsenal e Barcelona saem fortemente prejudicadas pela aposta neste mercado. São jogadores titulares que, de um momento para o outro, desaparecem por um mês e obrigam a que os seus treinadores criem outras rotinas e introduzam jogadores suplentes no 11 inicial.


Apesar de tudo, a CAN 2006 promete ser uma competição disputada, com Gana, Costa do Marfim, Camarões, Egipto, Senegal, Marrocos e Nigéria como principais candidatos ao título.


E é uma oportunidade de vermos a mais recente estrela do FC Porto, Tarik Sektioui, em acção.


sábado, 19 de janeiro de 2008

Ainda o caso Meyong

Do caso Meyong resultam várias conclusões:
1 - A direcção do Belenenses deu mostras de falta de solidariedade e de correcção quando afirmou que a contratação era da exlusiva responsabilidade de Carlos Janela. Deixou o director-desportivo numa posição muito frágil perante os adeptos. Essa posição frágil traduziu-se em agressões de adeptos a um Carlos Janela indefeso, junto às instalações do Belenenses. Não havia ninguém (segurança, funcionário...) que poupasse Carlos Janela àquelas agressões? Para além disso, a Direcção deu mostras de que quando se ganham, ganham todos; quando se perde, a culpa é individual;
2 - Carlos Janela afirmou num programa televisivo que só teve interferência na contratação de Meyong na parte final, quando já estava tudo tratado - embora assuma que nessa altura devia ter investigado o percurso de Meyong em Espanha. Segundo ele, Meyong seria uma prenda de Cabral para o treinador Jorge Jesus, uma espécie de surpresa. Ou seja, parece que em Portugal ainda temos o estilo de contratação presidencial, bem á moda de Silvio Berlusconi (que até dita a Ancelotti se este deve jogar com 1 ou 2 avançados...). Só que Berlusconi tem dinheiro para ir buscar Kakás e Patos... e isso faz toda a diferença. Ou seja, no Belenenses, quem faz as contratações é a a Direcção, sem que o treinador tenha nada a ver com isso.
3 - A Direccção do Belenenses atirou rapidamente a toalha ao chão. Cabral demitiu-se, invocando razões de saúde. Não duvidando dos problemas de saúde de Cabral, o momento para comunicar esse facto à comunicação social foi o pior possível. Mesmo sendo verdade (porque eu acredito que é), deixa uma imagem de uma Direcção a fugir dos problemas, tal e qual um exército em fuga quando pressente que o inimigo está prestes a vencer a guerra.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Lenny (Braga) vai para o Palmeiras

Talvez seja precipitado deixar sair este jogador. E o Braga não se pode queixar de não haver exemplos. Diego, Luís Fabiano, Heinze, Giovanni, Jardel (com 18 ou 19 anos, Cajuda - então no Braga - rejeitou-o), Ronaldinho Gaúcho, entre outros, passaram pelo futebol português e foram dispensados ou rotulados como inapatos para o jogo europeu.
Roland Linz, João Tomás, Jaílson, Wender, João Vieira Pinto, Zé Manel, César Peixoto e Jorginho. Demasiados jogadores para a linha da frente talvez expliquem o apagão desta promessa brasileira.

Alguns apontamentos do jogador aqui.

Caso Meyong



O caso Meyong promete dar que falar. Dizem os regulamentos FIFA e FPF que um jogador, na mesma época, pode jogar no máximo por 3 clubes. Contudo, para jogos oficiais, apenas se contabilizam os jogos disputados em 2 clubes.

Acontece que Meyong, no Verão, transferiu-se do Belenenses para o Levante, onde actuou 10m. Logo depois foi transferido para o Albacete, onde continuou a jogar. Agora, no mercado de Inverno, foi contratado pelo Belenenses, tendo-se estreado na BWIN Liga 2007/2008 com um golo de penalty frente à Naval 1º de Maio, no Restelo.

Ou seja, Meyong disputou jogos oficiais na mesma época por 3 clubes diferentes (Levante, Albacete e Belenenses).

A FPF emitiu o seguinte comunicado:

«1 - O registo desportivo depende de requerimento do clube, devendo o mesmo ser acompanhado dos elementos necessários, os quais se encontram previstos na regulamentação da LPFP e FPF.

2 - No caso referido, o processo de inscrição correu os seus termos normais, respeitando todos requisitos, nomeadamente a documentação exigida, de acordo com o que se encontra regulamentado.

3 - Nos termos do citado Artigo 5º nº 3 do Regulamento da FIFA, referente ao Estatuto e Transferência de Jogadores, os jogadores podem ser inscritos pelo máximo de três clubes por época desportiva, só podendo, porém, participar em jogos oficias por dois clubes. Para a Federação Portuguesa de Futebol, a situação é, pois, claríssima. O jogador podia ser inscrito, tal como aconteceu, na presente época, cabendo ao clube a decisão de o utilizar oficialmente.»

As atitudes da FPF e do Belenenses parecem-me, no mínimo, estranhas. Vejamos:

Comecemos pela FPF. A não ser que a respectiva inscrição tenha sido acompanhada pro uma nota enviada ao Belenenses da situação de risco do jogador em causa, só podemos concluir que a atitude do organismo presidido por Gilberto Madaíl foi de má fé. Má fé porque deveria ter, claramente, avisado a entidade que interpõe o requerimento de inscrição. Esta atitude é faz lembrar uma pessoa que está á espera que a outra cometa um erro para depois lhe atirar à cara "foste burro! caíste na armadilha!". A função da FPF é ajudar, defender e prestar apoio a todas as entidades ligadas ao futebol português. Ou alguém pensaria na Federação que o Meyong foi contratado para disputar partidas amigáveis? Ou que foi contratado para ser mais um nos treinos? Mais! No ponto 3 do comunicado, a FPF dá mostras de uma grande arrogância, quase que afirmando que apenas tem de fazer o que lhe pedem, não sendo obrigada a mais do que isso, quando diz que "a decisão de utilizar oficialmente o jogador cabe ao clube". Enfim!

Relativamente ao Belenenses, temos o típico caso que faz parecer que os clubes em Portugal ainda são geridos por amadores. Mas será que não há um departamento jurídico para os lados de Belém? Será assim tão díficil conhecer a lei da actividade em que estão inseridos? Ou esta será mais uma daquelas atitudes de chico-espertismo no estilo "nós é que somos espertalhões, os outros são uns lorpas, ninguém vai reparar, nem a FIFA nem nenhum regulamento nos come"?

Ainda para mais quando na época passada se deu um caso semelhante com o argentino Javier Mascherano, contratado pelo Liverpool ao West Ham na janela de transferências de Janeiro, quando antes já tinha disputado jogos oficiais no Brasileirão pelo Corinthians. Ou seja, Mascherano estava na mesma situação que Meyong: tinha disputado jogos oficiais por Corinthians e West Ham e, caso jogasse pelo Liverpool, incorreria em ilegalidade. Mas os reds não dormem e, antes de utilizarem o jogador, iniciaram uma disputa jurídica com a FIFA, no sentido deste organismo abrir uma excepção ao regulamento para o argentino, tendo em conta as especificidades do caso, sendo que alegaram as diferenças entre o calendário brasileiro e o calendário europeu. O organismo máximo que tutela o futebol internacional abriu excepção e, deste modo, Mascherano pôde ser utilizado por Rafa Benítez.

Teria sido assim tão díficil pedir a Jorge Jesus que aguardasse que a poeira assentasse e que toda a situação fosse devidamente esclarecida antes de utilizar o avançado africano? Ainda para mais quando se tem Weldon e Roncatto no plantel? Penso que não! O Belenenses deu provas de algum amadorismo nesta matéria. Amadorismo esse que pode custar pontos, o que, nesta fase da época, pode atirar o Belenenses definitivamente para fora da luta pelas competições europeias.Mais um caso de inscrições duvidosas e esquisitas no futebol português.

Depois do caso Mateus, o caso Meyong.

Rubrica Petrolina



Respondendo à sugestão do meu caro amigo Pedro Sousa (ver comentário ao artigo anterior), anuncio a criação da 1ª rúbrica desta blog: Rubrica Petrolina.

Passo a explicar o nome, que pode parecer estranho. Todos se lembram concerteza do notável jogador brasileiro que passou pelo futebol português no Beira-Mar e no Belenenses que dava pelo curioso nome de Juninho Petrolina. Este típico camisa 10, sem ser um jogador fantástico, animou durante muitos anos o futebol português com os seus dribles, as suas aberturas e a sua fantasia. É verdade que nunca teve qualidade para ambicionar voos mais altos (como por exemplo representar os 3 grandes), mas não podemos negar que Petrolina ofereceu aos aficcionados do nosso futebol notáveis momentos de magia e de classe.
Ora, é precisamente destes jogadores que a Rubrica Petrolina falará e analisará. Os típicos jogadores de clubes pequenos e médios que, apesar de terem bastante qualidade, falta-lhes a chamada "world class" para poderem chegar a um grande e ganhar um lugar. Ora, em conversa com o Pedro Sousa, chegamos à conclusão que Juninho Petrolina encarnava na perfeição esse tipo de jogadores, sendo mesmo o seu maior expoente nos últimos anos. Artistas da bola que, se não fossem eles, o nosso Campeonato seria bastante mais pobre e ainda mais dominado pelos 3 grandes. São muitas vezes estes jogadores que pregam as denominadas "partidas" a Porto, Benfica e Sporting e que fazem, aos fins de semana, as alegrias dos adeptos desses clubes.
A Rubrica Petrolina é, no fim de contas, uma homenagem a Juninho Petrolina e a todos aqueles jogadores que não ficam na História do Futebol, mas que para ela contribuem.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Roberto Brum



A exibição do Sporting de Braga no Dragão foi fraca, no geral. Mas houve um jogador que se destacou: Roberto Brum.

Este brasileiro ex-Académica que vai na 1ª época ao serviço dos bracarenses mostrou ser, durante os 90m, o homem mais inconformado com o avolumar da vantagem portista. Lutou sepre por ganhar o domínio do meio-campo, mas pareceu sempre mal auxiliado pelo colega Vandinho. E jogar quase sozinho num meio-campo onde deambulam Assunção, Meireles e Lucho nao é tarefa fácil para ninguém. Contudo, Brum aguentou-se, fez alguns cortes excepcionais e ainda foi capaz de dar um "empurrão" à sua equipa. Foram da sua autoria as melhores arrancadas do Braga pelo centro do terreno. Ele, que é um trinco. Destacou-se ainda a transferir a bola em passe longo para as alas, de modo a que os alas pudessem cruzar para Linz, Jaílson e João Tomás. É um jogador que corta e distribui jogo, estando sempre perto do portador da bola, nunca deixando de a pedir, de modo a dar novo impulso ao jogo da sua equipa. É um trinco pouco comum, pois não tem medo nenhum de ter a bola nos pés e de sair a jogar. Faz lembrar um pouco Ibson - coincidência ou não, frequentaram os dois uma mesma escola de futebol, no Rio de Janeiro - embora tenha mais vigor físico e menos técnica.

Já nos tempos da Académica me parecia ser jogador a mais para aquela equipa, sem querer menosprezar o valor dos "estudantes", claro. Era o verdadeiro esteio da Académica, a par de Zé Castro. Brum está a percorrer em Portugal o típico caminho de um jogador que chega um dia a um "grande". Formado nas escolas do Fluminense, transferiu-se depois para o Coritiba. Daí rumou, em 2004, para Coimbra, onde permanceu 3 épocas até ser contratado pelos arsenalistas. Contudo, aos 29 anos, dificilmente Roberto Brum poderá ambicionar algo mais alto no futebol português para além do Sporting de Braga. O que não deixa de ser estranho, atendendo a que jogadores como João Alves e Carlos Paredes (da 2ª vez que actuou em Portugal, quando assinou pelo Sporting) chegaram a um grande sem terem, quanto a mim, as mesmas perpsectivas de sucesso que este carioca. Apesar disso, o futebol é fértil em surpresas e não nos podemos esquecer que Brum está no clube, a par do Boavista, que mais jogadores forneceu aos 3 grandes nas últimas épocas.

DADOS PESSOAIS
Nome: Roberto Brum Vallado
Nacionalidade: Brasil
Nascimento: 1978-07-07 (29 anos)
Naturalidade: S. Gonçalo - Brasil
Posição: Médio (trinco)
Altura: 173 cm
Peso: 71 kg
Web: http://www.robertobrum.com
Clube: Sp. Braga

Miguelito VS Bosingwa



No Porto - Braga de ontem, boa parte da estratégia de Manuel Machado passava por conter os avanços de Bosingwa pela ala direita colocando nessa zona dois homens: Carlos Fernandes a defesa esquerdo e Miguelito a médio esquerdo.
Acontece que Miguelito (reforço de Inverno, proveniente do Benfica) apenas entrou no 11 com um único objectivo, que era o de pisar exactamente os mesmos terrenos que o defesa lateral direito azul e branco. Em termos ofensivos e de contrução de jogo não se notou qualquer acção por parte do recém-reforço.
A estratégia de Manuel Machado ficou logo desfeita nos minutos iniciais da partida, fruto do golo de Lisandro. E o erro que deu origem ao 1º golo começou exactamente por Miguelito que se embrulhou com a bola e acabou por perdê-la exactamente para Bosingwa, que logo seguir, tirou um cruzamento bem medido para o argentino.
É o mal de se meter num 11 inicial um jogador com instruções eminentemente negativas, isto é, com o objectivo primordial de destruir jogo em vez de criar. Miguelito entrou no Dragão mais preocupado com Bosingwa (que é um defesa, por mais que se aventure no ataque) do que com o seu próprio jogo e aquilo que deveria fazer quando se joga na posição de médio esquerdo, que é ir à linha e cruzar ou então flectir para o meio e criar desiquilíbrios. Muitas vezes chegou a ser ridículo ver Wender ou Jorginho no mesmo sítio que Miguelito.

Sou adepto da famosa frase "a melhor defesa é o ataque". Ora, se Miguelito tivesse entrado em campo com o propósito de atacar e não de defender, talvez Bosingwa não tivesse ido tantas vezes à frente. Viram o Bosingwa subir no terreno nos dois jogos contra o Liverpool? Eu não. E porquê? Porque estava mais preocupado com Ryan Babel e com Harry Kewell.
Se é verdade que Miguelito não é Babel nem Kewell, também nao é menos verdade que a atitude com que um jogador entra em campo tem muita influência no decorrer do jogo do jogador e também da própria equipa. Daí o Braga ter entrado retraído e algo apático.

Manuel Machado não demorou muito tempo a perceber o erro e logo aos 30m (quando já estava a perder po 2-0) trocou Carlos Fernandes por César Peixoto, recuando Miguelito para defesa-esquerdo. As instruções dadas a Peixoto (que se foi colocar mais no centro do terreno para fugir à marcação de Bosingwa, deixando ora Wender, ora Jorginho na ala esquerda) foram obviamente para atacar. Com esta entrada, embora pouco porque esta não era definitivamente a noite dos arsenalistas, o Braga espevitou-se e expandiu-se no terreno. E curiosamente até meados da 2ª parte, as investidas de Bonsingwa pelo flanco direito diminuíram consideravelmente.

Lisandro & Liedson

Na edição de Sábado do Público, Bruno Prata diz que o erro de Taborda no jogo Porto - Naval apenas aconteceu porque só Lisandro e talvez Liedson conseguem roubar aquela bola. Concordo. Se fosse Postiga, Purovic, Cardozo ou Nuno Gomes o erro de Taborda não teria existido. Porque no futebol actual, as equipas que querem ganhar, têm de procurar que adversários cometam erros. E nunca ficar á espera que eles aconteçam por mero acaso.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Análise da 1ª Volta da BWIN Liga




Esta 1ª volta do Campeonato Português tem, para mim, dos destaques: o Porto e o Setúbal, que dificilmente poderiam ter feito melhor, tendo em conta os seus objectivos. O Porto luta, naturalmente, para ser campeão e leva com 12 vitórias, 2 empates e 1 derrota, contabilizando 24 golos marcados e apenas 5 sofridos; o Setúbal luta pela manutenção (vamos ver se não lutará por algo mais) e no seu registo soma 5 vitórias, 9 empates e 1 derrota, contabilizando 22 golos marcados e 15 golos sofridos.

A estatística ajuda-nos a comparar equipas, já que os números não mentem.
O Setúbal é o rei dos empates (a par do Leixões), totalizando 9. Conta apenas com uma derrota, à semelhança do líder incontestado Futebol Clube do Porto. Para além disso, apenas tem menos 2 golos marcados que os azuis e brancos e menos 4 que a equipa mais goleadora - o Benfica.
Interessante (e chocante) é comparar os números do Vitória de Setúbal com os números da equipa de Paulo Bento. Ambos têm o mesmo número de golos marcados (22), enquanto que a nível de golos sofridos o Sporting contabilizou (apenas!) um golo a menos nas suas redes que o Setúbal (14 para os leões, 15 para os sadinos).

Para finalizar a análise estatística mandam as regras comparar os números do 1º classificado (Porto) com os números do 2º (Benfica). Em vitórias 12X8; em empates 2X5; em derrotas 1X2. Em golos marcados 22X24; em golos sofridos 5X9. Ora, se a matemática não mente, pode ser capaz de esconder certos pormenores importantes para a análise de um jogo complicado como é futebol. Se nos números o Benfica não está assim tanto atrás do FC Porto, no plano prático, ou seja, na relva, situa-se bastantes furos abaixo.

PORTO - Jesualdo Ferreira (e há que dar-lhe o mérito) soube montar uma equipa digna desse nome. Apoiado na estabilidade que já vinha da época passada, soube aos poucos colmatar a perda de Pepe (Anderson não foi propriamente uma perda, já que não era um titular absoluto devido à lesão que o afastou metade da época no ano passado) e moldar uma equipa a partir de trás, da segurança defensiva. Se Stepanov e João Paulo não convenceram, Pedro Emanuel, completamente recuperado da lesão, tem feito uma grande dupla com Bruno Alves, central este que se está a tornar no grande bastião azul e branco. O resultado desta dupla Emanuel-Alves está à vista: apenas 5 golos sofridos.
Claro está que uma defesa não se faz só com centrais, mas também com um bom guarda-redes (que neste caso o Porto tem), com bons laterais e com um bom trinco e médios de cobertura.
Nas laterais o Porto tem aquele que, dentro de poucos anos, será um dos melhores - senão o melhor - lateral direito do Mundo. Seu nome: José Bosingwa. Dono de uma velocidade fantástica, capaz de recuperar no terreno de forma rapidíssima, forte no choque, no um para um, intransponível na defesa e capaz de, durante os 90m, se encarregar da ala direita, ficando ela por sua conta. Do outro lado reside Fucile (que tem alternado com Cech), lateral que tem evoluído bastante, sendo muito voluntarioso e capaz de defender e atacar com a mesma intensidade, tendo bastante cultura táctica.
No meio-campo, lugar onde se ganham jogos e onde está a essência do 4x3x3 do Prof. Jesualdo, Assunção, Meireles e Lucho jogam quase de olhos fechados, participando todos nas acções defensivas e ofensivas, com particular destaque para El Comandante que surge esta época muito melhor fisicamente e a distribuir jogo como se fosse um verdadeiro número 10.
Nas linhas avançadas Quaresma, Tarik e Lisandro compõem um trio que aterroriza defesas adversárias no nosso país. Quaresma e as suas assistências e magias; Tarik e as suas fintas e veia goleadora; e Lisandro que encarna um verdadeiro número 9, predador no seu habitat natural (a grande área) e que só treinadores demasiado presos a clichés foram incapazes de perceber que não se deve retirar um predador do seu habitat, mesmo que o desloquem para bastante perto (como foi o caso, já que o deslocavam para uma ala).
O Porto é, assim, uma equipa em alta, não necessitando dos novos reforços até esta fase da época (Mariano, Stepanov, Edgar, Leandro Lima, Bolatti e Kazmierczak têm-se mostrado muitos furos abaixo do 11 inicial e dificilmente mudarão o seu estatuto na decorrente época - veremos o que acontecerá a Hélder Barbosa, que regressa da Académica, jogador no qual deposito bastantes mais esperanças do que em Mariano).

BENFICA - O Benfica, apesar das sucessivas polémicas com José Veiga, Luisão VS Katsouranis, está em 2º lugar (muito por culpa de Quim) e parece ser a única equipa capaz de assustar o Dragão.
Contudo, para isso realmente acontecer, muita coisa teria que mudar e não me parece que Camacho consiga fazer isso nesta 2ª volta. Os encarnados ainda não encontraram um sistema táctica no qual apostem cegamente (culpa de Camacho) e ora alternam um 4-2-3-1 com um 4-4-2, que parece ser o melhor sistema para Cardozo e Nuno Gomes jogarem. O Benfica dá a ideia de ser uma equipa excessivamente dependente dos rasgos individuais de Rodriguez e de Rui Costa, sem dúvida os melhores jogadores do plantel nesta 1ª metade do campeonato.
No que toca aos reforços, Cardozo tem desiludido, mas mostra potencial para mais. Dí Maria e Adu, apesar da qualidade, necessitam de outro tipo de acompanhamento, o que é díficil de se conseguir na Luz, onde não se tem tempo por causa dos resultados (e também não será menos verdade o inverso).
O Benfica debate-se ainda com problemas bastante graves: a má forma de Petit, Katsouranis e Luisão; a indecisão entre Nélson e Luís Filipe no lado direito da defesa; a esquerda estar entregue a um jogador a prazo (Léo sairá no final da época); a dificuldade que Camacho tem tido para encontrar o parceiro ideal de Luisão no eixo da defesa. Ora tem sido Katsouranis, ora David Luiz, ora Edcarlos. Até há quem diga que das 3 apostas mais firmes (Luisão, Katso e David Luiz) quem deverá sair é o capitão.
Em minha opinião, julgo que o Benfica será incapaz de destronar o Porto, mesmo que saiba que a fase irregular dos azuis e brancos chegará mais cedo ou mais tarde. Mas regularidade é coisa que não me parece que este Benfica vá atingir, pois os golos "milagrosos" de Adu e Mantorras não aparecem todos os dias e uma equipa que se candidata ao título necessita de fazer e mostrar muito mais do que aquilo que até aqui se viu.

SPORTING - Em Alvalade algo de estranho se passou esta época. Depois de uma temporada prometedora alicerçada principalmente no famoso 4-4-2 losango de Paulo Bento (Veloso, Moutinho, Romagnoli, Nani no meio-campo), o Sporting é hoje uma equipa à deriva. É mais fácil enumerar as posições onde não há problemas do que aquelas que apresentam deficiências.
Assim sendo, Abel e Polga parecem-me ser os melhores sportinguistas, a par do reforço Simon Vukcevic que jornada após jornada se vem mostrando como elemento mais inconformado do apático plantel leonino.
Falemos então dos problemas do reino do leão. Começamos logo na baliza, onde a estratégia do treinador não se percebe. Já apostou nos 3 guarda-redes e nenhum deles parece estar bem psicologicamente, capítulo essencial num guarda-redes.
No eixo da defesa Tonel e Gladstone parecem estar numa dimensão abaixo da de Polga, apesar de não ser por eles que o Sporting sofre os golos que sofre.
Na lateral esquerda, antes de analisarmos os defeitos de Ronny e Had, teremos que pensar em Caneira, jogador essencial da anterior formação leonina. E nem o brasileiro nem o eslovaco o fizeram esquecer. Mais uma vez aqui não se percebe qual é a aposta do treinador, já que até Miguel Veloso chegou a jogar nessa posição.
No meio-campo, o losango tem de ser questionado. Se não funciona porque é que Paulo Bento insiste? Todos sabemos que montar um losango é bastante díficil. Tudo bem que ele já funcionou, mas agora não está a funcionar e o Sporting não é um clube para experiências. Só ficava bem a Paulo Bento reconhecer o erro e optar por outra solução táctica. O losango não pode funcionar com Veloso, Moutinho e Romagnoli neste estado de forma. Veloso ora joga a trinco, ora a médio interior, ora a defesa esquerdo, o que me faz temer pelo desenvolvimento futebolístico deste jogador: Moutinho é uma sombra do que foi, perdido no terreno, sem posição que se identifique; Romagnoli ainda ninguém percebeu se é 10, se é medio interior, se se cola a uma das alas... o que se nota é a ausência de Nani! E depois temos Izmailov que, quanto a mim, foi uma troca por troca: vai um Carlos Martins grande jogador mas super irregular; vem um Izamilov grande jogador mas super irregular. Os ganhos foram 0, portanto.
Na frente, Liedson está bastante abaixo daquilo que já fez em épocas anteriores, muito por culpa de não ter um parceiro ao seu nível. Poderia ser Derlei, mas está lesionado. Djaló e Purovic já mostraram serem soluções para clubes de ambições inferiores, não se coadunando com aquilo que o Sporting pretende.
Resumindo, baralhando e concluindo, temos um Sporting numa encruzilhada, cuja única solução que vislumbro é a saída do treinador no final da época. Não me parecem ser capazes de atingir aquilo a que se propõem e talvez nem a Taça da Liga salve a época, pois o Setúbal acabou de dar uma lição de futebol aos leões.

CLUBES QUE ESTÃO A LUTAR PELA UEFA - na luta pela Taça UEFA estão, quanto a mim, 5 equipas: Guimarães, Setúbal, Marítimo, Braga e Belenenses.

De entre todas a que possui melhor plantel é, sem dúvida, o Sporting de Braga, com jogadores que poderiam jogar a titulares num grande, como é o caso do austríaco Roland Linz. Para além disso dispõe de algo muito importante e quem nem sempre se encontra nestas equipas: banco! Um banco que tem César Peixoto, João Tomás, Castanheira, João Vieira Pinto, Zé Manel, Vandinho e Lenny é um banco de luxo em Portugal. Quem dera ao FC Porto e ao Sporting, por exemplo, ter um banco destes. E mesmo ao Benfica, onde no banco só vemos Di Maria e Adu como verdadeiros substitutos do 11 inicial.
Paulo Santos, João Pereira, Frechaut, Miguelito (reforço), Carlos Fernandes, Brum, Jorginho, Madrid, Wender e Linz são jogadores de nomeada e que podem fazer a diferença em qualquer jogo.

Depois temos Belenenses, Marítimo e Guimarães como equipas bastante iguais em termos de plantel e bastante equilibradas.

O Belenenses de Jesus baseia o seu futebol ofensivo num 4-4-2 em Hugo Leal, Zé Pedro, Silas, Roncatto e Weldon, a que se junta agora o poder de fogo de Meyong. Hugo Leal é o responsável pelas transições ofensivas; Zé Pedro um 10 à moda antiga, que pauta bem o jogo e sabe rematar de meia distância; Silas, em forma, é um quebra cabeças para as defesas adversárias; e na frente dois vagabundos que fazem da sua aceelração e velocidade as suas grandes armas: Weldon e Roncatto, dois brasileiros bons de bola.
Atrás temos a consistência defensiva que equilibra o conjunto, com Ruben Amorim e Gomez como tampões e Rolando como grande esteio defensivo, juntamente com Alvim. E também tem banco: Cândido Costa, Mano, Amaral, Areias, entre outros.

O Marítimo tem feito um bom campeonato e promete manter-se estável. Briguel como pilar defensivo; Wénio, Marcinho, Kanu e Makukula como estrelas da equipa. Makukula parece ser, assim, um ponta-de-lança a ter em contra, juntamente com Kanu e Bruno Fogaça. No banco surgem Fábio Felício, Sidney, Olberdam e Mossoró.
Relativamente ao Guimarães de Cajuda... quem diria que este Regresso do Rei tão guerreiro?! Cajuda montou uma equipa que joga bom futebol, rápida, forte defensivamente e alicerçada num 4-3-3 que privilegia a posse de bola. Fajardo tem sido, a par de Alan e Géromel a grande figura da equipa, que conta ainda com Mrdakovic, Flávio Meireles, Desmarets, João Alves e Ghillas como valores seguros do futebol vimaranense.
No banco aparecem Carlitos, Targino e Moreno.
E não nos podemos esquecer do excelente guardião Nilsson.

Contudo, a grande sensação são os sadinos de Carlos Carvalhal! E reconheço que é uma equipa que gosto de ver jogar, com atacantes rápidos, que não têm medo de atacar, daqueles que cravam os olhos nas balizas adversárias.
Na baliza um senhor chamado Eduardo, muito seguro entre os postes e com bastante personalidade (selecção?!); na defesa Auri, Janício e Adalto conferem muita segurança e coesão; no milo Sandro, Ricardo Chaves e Bruno Ribeiro foram um trio bastante coeso e capaz de trocar a bola, sendo também capaz de recuperá-la com o mesmo espírito; na frente, surpreendentemente, abundam as soluções: o portista Bruno Gama, o possante e tecnicista Edinho (bom de bola), o endiabrado e "fazedor" de assistências Cláudio Pittbull, bem como o finalizador Matheus.
Ou seja, temos um Setúbal bastante equilibrado e coeso, com uma atitude muito positiva no jogo.
A questão que se coloca é a seguinte: sem ter o banco das outras equipas até aqui enumeradas, será o Setúbal capaz de manter o nível exibicional e de resultados até aqui apresentado? É uma incógnita quem ninguém certamente se atreverá a arriscar uma resposta. Mas que dá gosto ver este Setúbal, lá isso dá!
A lutar para não descer, quanto a mim, estão todas as outras (Nacional, Boavista, Académica, Leixões, Leiria, Naval, Estrela da Amadora e Paços de Ferreira), embora sabendo que um lugar da descida já está preenchido pela União de Leiria [o que será traumático de ver, pois isso significará o fim da União, pois duvido que a CM de Leiria continue a investir e a aguentar um clube sem modo de progredir como até aqui tem feito e porque será penoso ver mais um estádio de 30 mil lugares na Liga Vitalis: e passarão a ser 3 (Aveiro, Algarve e Leiria), possivelmente 4 se as minhas suspeitas de descida da Académica se confirmarem].
Prevê-se uma luta bastante renhida pela sobrevivência, embora eu aposte na Académica ou Paços para a descida, já que o Leiria parece definitvamente condenado. Estas afiguram-se-me como as equipas mais fracas, mas o futebol é cheio de surpresas e tudo pode acontecer.
Mas era realmente uma pena ver tantos estádios de 30 mil lugares na Liga Vitalis, mas a verdade é que é o fruto da nossa arrogância de quereremos construir 10 estádios, fazendo de nós o país do Mundo com mais estádios de luxo por m2.

Em suma, temos um FC Porto com tudo para se sagrar tri-Campeão, embora para isso tenha que estar concentrado e nunca apostar demasiado na Liga dos Campeões, pois isso pode ser fatal (tal como o foi ao Sporting de Peseiro que ia ganhar tudo e não ganhou nada por fazer uma incorrecta gestão do Campeonato e da Taça UEFA), já que Benfica e Sporting, apesar do enunciei acima, têm bons jogadores e, motivados pela massa adepta, podem galvanizar-se se ganharm 3 ou 4 jogos seguidos.
A luta pela UEFA vai ser bastante animada e vamos a ver se o Setúbal não surpreenderá pela positiva.
Na luta pela manutenção, uma vez mais, vamos ter jogos muito intensos e decisivos, embora ache que um lugar de descida já está preenchido pela União de Leiria.



Que haja grandes jogos de futebol!





RAM